Needless
to say goodbye
"There's never a right time to say
goodbye, but we know that we gotta go
Our separete ways, and I know it's
hard but I gotta do it.
And it's killing me, cause there's
never a right time
Right time to say goodbye"
Era uma noite de clima ameno em San
Francisco. Eu estava na sala de estar, lendo um livro. A calma que se instalava
naquela mansão imensa era ótima para os meus nervos, que se encontravam à flor
da pele. Estava quase insuportável aguentar aquela situação.
Meu nome é Amy Stuart, sou filha dos
donos da maior construtora dos Estados Unidos e, não, não é tão bom quanto você
está pensando. Eles não tem tempo pra mim, é como se eu não existisse. Me sinto
muito sozinha e deixada de lado mas, quem disse que eles ligam?
Meus devaneios foram interrompidos pelo
barulho da chave girando na maçaneta da grande porta de madeira.
-Não James! É isso ou nada feito! Não vou
perder dinheiro com essas suas loucuras...-Minha mãe falava no telefone, nem
mesmo percebeu que eu estava lá.
Uma lágrima teimava em cair, mais eu
tinha que ser forte. Seria agora ou nunca para esclarecer o que estava
acontecendo e tentar mudar a aquilo.
Caminhei em direção ao seu escritório e ouvi
seu celular tocar novamente. É, isso seria difícil. Bati na porta e ninguém
atendeu, decidi entrar mesmo assim. Ela mexia em algumas pastas e assinava
papeis.
Me
sentei na cadeira a sua frente e respirei fundo. Estava realmente decidida.
-Mãe, eu...
-Espere ai Amy, não vê que estou ocupada?
–Ela
gritou e eu me senti um pouco magoada, mas tentei de novo:
-Mãe é muito sério, eu preciso falar com a
senh...
-Amy!
Olha, se me deixar trabalhar em paz eu prometo que compro quantos sapatos
quiser mas por favor cale a boca!
Dessa vez, deixei que a lágrima teimosa caísse
e com ela várias outras. Sapatos? Era isso que ela pensava que eu era? Uma
garota fútil e patricinha?
Aquela
tinha sido a gota d’água. Coloquei em minha voz tudo o que sentia e ela quase
não saiu. Joguei muitas verdades na cara dela, tudo o que estava preso em minha
garganta.
Terminei
meu discurso com uma frase muito típica, mas que descrevia tudo o eu estava
sentido.
-Eu odeio você.
***
Minhas
roupas eram socadas dentro das malas com muita violência, toda a minha raiva
estava sendo descontada nos pedaços de tecido. Minha cabeça estava fervendo de
ódio, mas ainda assim, uma parte do meu subconsciente procurava uma ideia
coerente, ela não apareceu, e sim uma decisão louca, mas quem disse que eu
estava ligando para as consequências?
Procurei
meu telefone e liguei apara a única pessoa que me entendia de verdade, afinal,
ela tinha passado pelo mesmo que eu: Tia Mary.
-Alô? - Ela parecia meio sonolenta, não me
importei e continuei.
-Tia Mary? Sou eu, Amy.
-Ah
sim, o que quer querida? Está tudo bem?
-Mais
ou menos, preciso esquecer um pouco esse lugar. Será que eu poderia...
-Sim
Amy, pode vir aqui. Mas com que dinheiro? -Olhei para um espelho enorme que
havia em meu quarto, lá estava meu cofre
-Dinheiro não é problema tia.
É isso ai povo, tomara que gostem.
Kisses Mila

Continua ,ta perfect flo
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