expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Save Me- Cap. 1


 Needless to say goodbye
"There's never a right time to say goodbye, but we know that we gotta go
Our separete ways, and I know it's hard but I gotta do it.
And it's killing me, cause there's never a right time
Right time to say goodbye"

Era uma noite de clima ameno em San Francisco. Eu estava na sala de estar, lendo um livro. A calma que se instalava naquela mansão imensa era ótima para os meus nervos, que se encontravam à flor da pele. Estava quase insuportável aguentar aquela situação.
Meu nome é Amy Stuart, sou filha dos donos da maior construtora dos Estados Unidos e, não, não é tão bom quanto você está pensando. Eles não tem tempo pra mim, é como se eu não existisse. Me sinto muito sozinha e deixada de lado mas, quem disse que eles ligam?
Meus devaneios foram interrompidos pelo barulho da chave girando na maçaneta da grande porta de madeira.
 -Não James! É isso ou nada feito! Não vou perder dinheiro com essas suas loucuras...-Minha mãe falava no telefone, nem mesmo percebeu que eu estava lá.
Uma lágrima teimava em cair, mais eu tinha que ser forte. Seria agora ou nunca para esclarecer o que estava acontecendo e tentar mudar a aquilo.
 Caminhei em direção ao seu escritório e ouvi seu celular tocar novamente. É, isso seria difícil. Bati na porta e ninguém atendeu, decidi entrar mesmo assim. Ela mexia em algumas pastas e assinava papeis.
 Me sentei na cadeira a sua frente e respirei fundo. Estava realmente decidida. 
-Mãe, eu...
-Espere ai Amy, não vê que estou ocupada? Ela gritou e eu me senti um pouco magoada, mas tentei de novo:
 -Mãe é muito sério, eu preciso falar com a senh...
-Amy! Olha, se me deixar trabalhar em paz eu prometo que compro quantos sapatos quiser mas por favor cale a boca!
 Dessa vez, deixei que a lágrima teimosa caísse e com ela várias outras. Sapatos? Era isso que ela pensava que eu era? Uma garota fútil e patricinha?
Aquela tinha sido a gota d’água. Coloquei em minha voz tudo o que sentia e ela quase não saiu. Joguei muitas verdades na cara dela, tudo o que estava preso em minha garganta.
Terminei meu discurso com uma frase muito típica, mas que descrevia tudo o eu estava sentido.
 -Eu odeio você.
***
Minhas roupas eram socadas dentro das malas com muita violência, toda a minha raiva estava sendo descontada nos pedaços de tecido. Minha cabeça estava fervendo de ódio, mas ainda assim, uma parte do meu subconsciente procurava uma ideia coerente, ela não apareceu, e sim uma decisão louca, mas quem disse que eu estava ligando para as consequências?
Procurei meu telefone e liguei apara a única pessoa que me entendia de verdade, afinal, ela tinha passado pelo mesmo que eu: Tia Mary.
 -Alô? - Ela parecia meio sonolenta, não me importei e continuei.
 -Tia Mary? Sou eu, Amy.
-Ah sim, o que quer querida? Está tudo bem?
-Mais ou menos, preciso esquecer um pouco esse lugar. Será que eu poderia...
-Sim Amy, pode vir aqui. Mas com que dinheiro? -Olhei para um espelho enorme que havia em meu quarto, lá estava meu cofre
-Dinheiro não é problema tia.

É isso ai povo, tomara que gostem.
Kisses Mila

Um comentário: